Dados recentes divulgados apontam para uma diminuição nos casos de roubos e furtos de carros de passeio na Região Metropolitana de São Paulo entre janeiro e maio de 2025. Segundo registros oficiais, foram computadas 28.524 ocorrências nesse intervalo, número inferior ao observado em igual período do ano anterior. A comparação evidencia uma redução consistente, mostrando uma diferença de 2.726 casos, o que representa uma queda de 8,7%.
A análise das estatísticas revela mudanças não apenas na quantidade, mas também na proporção entre roubos e furtos. O roubo, caracterizado pelo uso de violência ou ameaça, passou a representar 17,24% das ocorrências em 2025, uma baixa em relação ao percentual de 2024. Os furtos, por sua vez, ampliaram sua participação, atingindo 82,76% do total. Essa variação percentual sugere transformações no comportamento dos infratores e na dinâmica desses crimes na região.
Quais são os veículos mais visados para roubo e furto em 2025?
Entre os automóveis de passeio mais frequentemente alvos dessa modalidade criminosa, o Volkswagen Gol lidera o ranking. Foram registradas 1.669 ocorrências envolvendo esse modelo. Logo na sequência aparece o Hyundai HB20, com 1.397 episódios documentados de roubo ou furto. Essa preferência evidencia a busca dos infratores por veículos populares e com maior presença nas ruas, o que pode facilitar, inclusive, a eventual revenda de peças no mercado ilegal.
Localidades e horários: onde e quando há mais registros?
O estudo também aponta as cidades da Região Metropolitana de São Paulo com o maior número de ocorrências neste início de 2025. O município de São Paulo lidera, com 13.480 casos de roubos e furtos juntos. Campinas aparece logo depois, somando 1.412 registros, seguido de Santo André (1.398), Guarulhos (1.316) e São Bernardo do Campo (836). Tais números ajudam a traçar o mapa da vulnerabilidade na área metropolitana, servindo como referência para ações preventivas, tanto das autoridades quanto dos proprietários de automóveis.

Outro detalhe relevante diz respeito ao período do dia mais visado para esse tipo de delito. O levantamento mostra que as ações são mais frequentes durante a noite, com 8.628 ocorrências. Os demais períodos também preocupam: durante a tarde, foram 6.773 casos, seguidos por manhã (6.366) e madrugada (3.782). No que se refere ao dia da semana, a quarta-feira concentra o maior volume de situações, com 5 mil notificações, à frente de quinta-feira (4.966), terça (4.828) e sexta (4.312).
Por que carros mais antigos são preferidos nas ocorrências?
O relatório destaca ainda que veículos produzidos há mais de dez anos constituem o alvo preferencial dos criminosos. Foram identificados 12.521 episódios desse tipo abrangendo modelos antigos, o que corresponde a aproximadamente 44% dos casos totais. Alguns fatores explicam esse cenário: automóveis com maior tempo de uso costumam ter menos recursos de proteção eletrônica, o que facilita a ação dos infratores e reduz os riscos durante as abordagens. Além disso, peças para esse tipo de carro encontram maior demanda no mercado paralelo, impulsionando a escolha pelo furto ou roubo desses modelos.
- Modelos populares apresentam maior risco devido à abundância nas ruas e facilidade de escoamento.
- Veículos mais velhos tendem a ter sistemas de segurança ultrapassados, tornando-os alvos mais acessíveis.
- O comércio ilegal de peças segue como motivação frequente desses delitos.
Frente ao panorama apresentado, observa-se que, apesar da redução nos números gerais, o problema ainda exige atenção contínua. A identificação de horários, locais e perfis de veículos mais ameaçados é fundamental para apoiar políticas públicas e orientar os proprietários na adoção de medidas de proteção. A coleta e análise de dados detalhados, como as informações utilizadas neste levantamento, permanece essencial para acompanhar tendências e aprimorar estratégias de enfrentamento ao crime automobilístico na principal metrópole do país.
