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As motos mais visadas pelos criminosos em São Paulo em 2025

CG 160 Start - Divulgação: Honda

CG 160 Start - Divulgação: Honda

Entre janeiro e maio de 2025, a Região Metropolitana de São Paulo viveu uma realidade praticamente estável em relação ao número de roubos e furtos de motos. O tema preocupa, pois são milhares de ocorrências envolvendo motocicletas, resultando em prejuízos para proprietários e desafios para as autoridades de segurança. A divulgação de dados recentes revela detalhes sobre o perfil desses crimes e as cidades mais afetadas na região.

Durante os primeiros cinco meses deste ano, foram contabilizadas 17.582 ocorrências relacionadas a subtração de motocicletas. Em comparação ao mesmo intervalo de 2024, o aumento foi de apenas 22 casos, indicando que o cenário de roubo e furto de motos não apresentou mudanças significativas. Apesar da estabilidade nos números totais, algumas variações chamam atenção quanto à natureza dos delitos e aos locais onde são mais frequentes.

Como os roubos e furtos de motos se distribuem em São Paulo?

A capital paulista lidera, com folga, o ranking das cidades com maior incidência deste tipo de crime. São Paulo registrou 7.246 notificações no período, seguida por Campinas (651), Santo André (627), Guarulhos (614) e São Bernardo do Campo (557). Esses municípios concentram grande parte das motos furtadas ou roubadas na região metropolitana. O dia da semana em que há mais registros dessas ocorrências é a quarta-feira, com 3.038 casos, enquanto a segunda-feira apresenta o menor número, com 2.008 registros.

Além da localização, o levantamento identificou que motocicletas com até dois anos de fabricação são os principais alvos, correspondendo a 5.261 ocorrências, ou seja, quase um terço dos episódios. Esse padrão sugere a preferência dos criminosos por veículos mais novos, possivelmente devido ao seu valor de revenda ou facilidade para desmanche.

Quais são os modelos de motos mais visados por criminosos?

Os dados mostram uma predileção clara dos bandidos por determinados modelos. A Honda CG 160 aparece como a moto mais furtada ou roubada na região, com 5.632 registros apenas neste ano, número bem superior ao da segunda colocada, a Honda CG 150, envolvida em 1.184 ocorrências. Essa preferência pode estar relacionada com a grande quantidade desses modelos em circulação, além da facilidade na revenda de peças e baixo custo de manutenção.

Outros fatores também podem influenciar o interesse dos criminosos por motos específicas, como a adaptabilidade do modelo para diferentes usos e a simplicidade na remoção de dispositivos de segurança. O cenário reflete desafios contínuos a serem enfrentados por fabricantes, proprietários e pelas forças de segurança pública.

Honda CG 160 - Divulgação: Honda
Honda CG 160 – Divulgação: Honda

Quais são as diferenças entre roubo e furto de motos?

A distinção entre os dois tipos de crime ajuda a entender melhor o comportamento das ocorrências. Enquanto o roubo envolve o uso de violência ou ameaça contra a vítima, o furto ocorre de forma não violenta, aproveitando situações em que o veículo está desprotegido. No início de 2025, os furtos representaram 68,65% dos casos, e os roubos ficaram em 31,35%. Comparado ao ano anterior, houve uma leve redução proporcional dos roubos, indicando menor uso da força para tomar os veículos, embora ambos sigam alarmando os proprietários.

A análise detalhada das estatísticas permite visualizar não só o perfil das motocicletas mais atingidas, mas também a periodicidade e a distribuição dos crimes ao longo da semana. Estes dados, obtidos com rastreadores veiculares e bancos públicos, auxiliam tanto no planejamento das ações de segurança quanto na escolha de medidas preventivas por parte dos proprietários.

  • Quarta-feira é o dia mais crítico para ocorrências de subtração de motos
  • Motos de até dois anos são as principais vítimas
  • Modelos Honda CG 160 e CG 150 lideram o ranking dos mais visados
  • São Paulo, Campinas e Santo André aparecem entre as cidades com mais episódios registrados

O quadro apresentado reforça a importância de medidas de proteção para motos, como o uso de rastreadores, travas adicionais e estacionamento em locais seguros, especialmente nos dias e regiões de maior incidência. A disseminação de informações claras sobre as tendências desses crimes pode contribuir para que tanto proprietários quanto autoridades estejam mais preparados para enfrentar o cenário de roubos e furtos de motos na região metropolitana de São Paulo.

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