A segurança das contas digitais passou a fazer parte da rotina de quem usa internet para trabalhar, estudar ou realizar operações financeiras. Com o aumento de serviços online, também cresceu o número de tentativas de fraude, roubo de dados e acessos indevidos, tornando a proteção de perfis em redes sociais, e-mails, bancos e aplicativos de mensagem uma necessidade diária.
Como criar senhas fortes para contas digitais?
Senhas simples, como datas de aniversário, nomes de familiares ou sequências de números, são facilmente descobertas por ataques automatizados e vazamentos de dados reutilizados.
Algumas práticas ajudam na criação de senhas mais resistentes e reduzem o risco de invasão, mesmo quando algum serviço sofre um vazamento:
- Preferir frases longas com mistura de letras, números e símbolos.
- Evitar informações óbvias, como telefone, documento ou placa de carro.
- Usar senhas diferentes para serviços distintos, principalmente para banco e e-mail.
- Trocar senhas periodicamente, em especial quando o serviço avisa sobre vazamentos.
Para quem tem dificuldade em memorizar várias combinações, o uso de um gerenciador de senhas confiável pode ser uma alternativa segura. Esses aplicativos armazenam credenciais de forma criptografada, ajudam a gerar senhas aleatórias e reduzem a tentação de repetir a mesma senha em diversos sites.
Por que a autenticação em duas etapas é importante?
A autenticação em duas etapas (ou verificação em dois fatores, 2FA) acrescenta uma barreira extra à segurança das contas digitais. Mesmo que alguém descubra ou roube a senha, ainda será necessário um segundo código, geralmente enviado por SMS, aplicativo autenticador, e-mail ou chave física, para concluir o login.
Os métodos mais comuns de dupla verificação incluem opções com diferentes níveis de segurança e praticidade:
- SMS ou ligação: o serviço envia um código para o número cadastrado.
- Aplicativo autenticador: gera códigos temporários, mesmo sem internet.
- Chaves de segurança físicas: dispositivos usados em contas com exigência extra, como empresas ou bancos.
Para aumentar a proteção, muitos especialistas consideram o aplicativo autenticador mais seguro do que o SMS, que pode ser alvo de clonagem de chip. Sempre que possível, o ideal é ativar a verificação em duas etapas nas principais contas: e-mail, redes sociais, aplicativos de mensagem, serviços em nuvem e plataformas financeiras.

Quais cuidados tomar contra golpes e links suspeitos?
Um ponto central na segurança das contas digitais é a atenção a links, anexos e mensagens inesperadas. Muitos golpes começam com pedidos falsos de atualização de cadastro, promessas de prêmios ou alertas de banco, cujo objetivo é induzir o usuário a informar senha, código SMS ou dados do cartão.
Algumas ações simples reduzem bastante esse risco no dia a dia e ajudam a identificar tentativas de phishing e fraudes semelhantes:
- Desconfiar de mensagens com urgência exagerada, erros de português ou ofertas irreais.
- Digitar o endereço do banco ou serviço direto no navegador, em vez de clicar em links recebidos.
- Conferir com atenção o endereço do site, observando alterações de letras ou domínios estranhos.
- Evitar baixar arquivos enviados por desconhecidos ou fora de contexto.
Em caso de dúvida, uma atitude prudente é entrar em contato com o atendimento oficial do serviço pelos canais divulgados no próprio site ou aplicativo. Assim, você confirma se a solicitação é legítima, sem depender de telefones, links ou perfis presentes na mensagem suspeita.
Como reforçar a segurança das contas digitais no dia a dia?
A proteção de contas digitais não depende apenas de senhas e códigos, mas também de hábitos consistentes. Atualizar regularmente aplicativos e sistemas operacionais corrige falhas conhecidas, enquanto o cuidado com redes Wi-Fi públicas evita que conexões sensíveis sejam monitoradas por terceiros.
Entre as ações recomendadas estão manter sistemas, navegadores e apps atualizados, ativar alertas de login suspeito e revisar periodicamente quais aparelhos têm acesso à conta. Também é importante evitar salvar senhas em computadores públicos e ajustar configurações de privacidade para limitar quem vê informações pessoais, aprovando novos logins e recebendo notificações preventivas.
