O início do mês costuma ser um período sensível para o orçamento de muitas famílias. Salários, benefícios e aposentadorias entram na conta, e é justamente nesse momento que golpistas intensificam tentativas de fraude. Entender como esses crimes funcionam, quais sinais de alerta observar e quais hábitos adotar ajuda a reduzir riscos e a proteger o dinheiro que acabou de cair.
Por que o início do mês é mais visado pelos golpistas?
Nesses dias, há concentração de salários, comissionamentos, benefícios sociais e pagamento de contas básicas, como água, luz, aluguel e internet.
Esse cenário gera grande fluxo de transferências, uso de cartões e acesso a aplicativos bancários, o que aumenta a exposição a fraudes. Criminosos acompanham esse comportamento e usam informações públicas ou vazadas para segmentar suas ações de acordo com perfil, renda e rotina de consumo.
Como evitar golpes no início do mês na prática?
Para reduzir riscos, é importante adotar atitudes de prevenção na rotina financeira, especialmente nos primeiros dias do mês. A principal delas é desconfiar de qualquer contato inesperado que envolva dinheiro, dados pessoais ou senhas, mesmo que pareça vir de instituição confiável.
Em situações de dúvida, o ideal é interromper a conversa e buscar os canais oficiais, evitando agir com pressa. Abaixo, estão alguns cuidados práticos que ajudam a tornar decisões financeiras mais seguras, tanto no presencial quanto no ambiente digital.
- Desconfiança ativa: tratar com cuidado ligações, e-mails e mensagens que pedem dados bancários, códigos ou transferências imediatas.
- Verificação em canal oficial: antes de seguir qualquer instrução, acessar o aplicativo, site ou telefone que consta no cartão ou na conta.
- Organização das contas: planejar pagamentos com antecedência reduz a pressa e a chance de agir por impulso.
- Proteção de senhas: nunca compartilhar códigos de acesso, tokens, senhas de cartão ou de aplicativos com terceiros.
Quais são os golpes mais comuns no começo do mês?
Os golpes financeiros mudam com frequência, mas alguns modelos se repetem justamente porque alcançam muitas vítimas. Conhecer essas práticas ajuda a reconhecer padrões, checar informações com calma e interromper o contato logo no início.
Nessa época, criminosos costumam imitar cobranças, bancos e promoções para aproveitar a pressa em pagar contas ou limpar o nome. A seguir, veja alguns dos esquemas mais recorrentes e em quais situações eles geralmente aparecem.
- Golpe do falso boleto: envio de boletos adulterados por e-mail ou aplicativos de mensagem, imitando contas de água, luz, condomínio, escola ou cartão de crédito.
- Falso funcionário de banco: ligações ou mensagens que afirmam existir “transação suspeita” ou “cartão clonado”, pedindo confirmação de dados ou instalação de aplicativos de acesso remoto.
- Promoções e sorteios falsos: ofertas de descontos altos em renegociação de dívidas ou sorteios de bancos e varejistas, exigindo pagamento de “taxa de liberação”.
- Golpe do PIX urgente: pedidos de transferência imediata, muitas vezes usando perfis de contatos clonados em redes sociais ou mensageiros.
- Golpes em beneficiários de programas sociais: mensagens prometendo antecipação ou aumento de benefícios mediante pagamento ou envio de dados sensíveis.

Como reconhecer sinais de que algo está errado?
Identificar indícios de fraude é uma das formas mais eficazes de evitar golpes no início do mês. Alguns sinais se repetem em diferentes tentativas de engano e servem como alerta imediato para interromper a transação e confirmar tudo nos canais oficiais.
Esses indícios aparecem em mensagens, ligações, sites e até em perfis de redes sociais. Ficar atento a detalhes de linguagem, endereço e postura de quem faz o contato ajuda a decidir se vale a pena seguir adiante ou encerrar a conversa.
- Pressa exagerada: mensagens com prazos muito curtos, ameaças de bloqueio imediato ou perda de benefício se não houver resposta.
- Erros de escrita e formatação: textos com falhas de ortografia, imagens distorcidas ou links estranhos em e-mails e mensagens.
- Pedidos de dados sensíveis: solicitação de senha, código de segurança, token ou envio de foto de cartão e documentos.
- Contato fora dos canais usuais: bancos e órgãos oficiais raramente pedem ações urgentes apenas por aplicativos de mensagem.
- Endereços suspeitos: sites com domínios estranhos ou diferentes do endereço oficial da empresa.
Quais cuidados adicionais ajudam a proteger o dinheiro ao longo do mês?
Além das atitudes específicas para o início do mês, alguns hábitos fortalecem a segurança financeira no dia a dia. A combinação de tecnologia, informação e organização costuma ser eficiente para reduzir a chance de prejuízos e recuperar valores mais rápido caso algo aconteça.
Esses cuidados envolvem tanto o uso de ferramentas digitais quanto a educação financeira de toda a família. Compartilhar orientações com idosos, adolescentes e pessoas menos familiarizadas com tecnologia amplia a proteção do grupo como um todo.
- Manter aplicativos bancários e de segurança sempre atualizados.
- Ativar autenticação em duas etapas em e-mails, redes sociais e bancos digitais.
- Evitar acessar contas bancárias em redes Wi-Fi públicas ou desconhecidas.
- Conferir extratos com frequência, especialmente nos dias com maior movimento.
- Orientar familiares, em especial idosos e adolescentes, sobre os golpes mais recorrentes.
