O começo do ano costuma ser um período de planejamento financeiro, pagamento de impostos e organização de contas. Nesse cenário, muitos criminosos digitais aproveitam a distração e o volume de boletos e mensagens para aplicar golpes com falsos boletos, cobranças indevidas, promoções enganosas e mensagens em nome de bancos ou órgãos públicos, exigindo atenção redobrada a cada clique, ligação ou arquivo recebido.
Como evitar golpes comuns no começo do ano nas contas e boletos?
Entre janeiro e março, o pagamento de IPTU, IPVA, matrículas escolares e anuidades aumenta a circulação de boletos impressos e digitais. Golpistas se aproveitam disso para enviar documentos falsos, muitas vezes com logotipos idênticos aos de prefeituras, escolas, seguradoras ou bancos, alterando discretamente o código de barras para desviar o valor.
Para reduzir o risco, é fundamental checar o código do banco no início da linha digitável, conferir o nome do favorecido e, se possível, emitir o boleto diretamente no site oficial da instituição. Abaixo estão práticas simples que ajudam a verificar a autenticidade dos boletos e minimizar a chance de pagamento de cobranças fraudadas:
- Conferir se o site do qual o boleto foi emitido é o oficial, observando endereço e certificado de segurança (https).
- Desconfiar de boletos com vencimento muito curto ou valor diferente do esperado.
- Evitar clicar em links encurtados ou enviados por remetentes desconhecidos.
- Preferir acessar aplicativos e sites digitando o endereço diretamente no navegador.
Como evitar golpes comuns no começo do ano pela internet e por telefone?
Outra forma recorrente de fraude no início do ano envolve contatos por telefone, SMS, e-mail ou aplicativos, em que golpistas se passam por bancos, empresas de energia, operadoras de telefonia ou órgãos do governo. Normalmente, a abordagem pressiona a vítima com mensagens de urgência, como bloqueio de conta, cancelamento de benefício ou necessidade imediata de atualização cadastral.
Para se proteger, nunca forneça senhas, códigos de confirmação ou dados completos do cartão em ligações recebidas, mesmo se o número exibido parecer oficial. Também é importante desconfiar de links inesperados que direcionem para páginas de login e adotar práticas simples de verificação de comunicados e mensagens suspeitas:
- Desligar a ligação quando houver pedido de senha, código de SMS ou número completo do cartão.
- Acessar o aplicativo ou site oficial do banco para checar se realmente existe alguma pendência.
- Verificar o endereço de e-mails recebidos e ficar atento a erros de ortografia e domínios estranhos.
- Ativar autenticação em duas etapas em contas de e-mail, redes sociais e serviços financeiros.

Quais são os golpes mais frequentes em impostos, renegociação de dívidas e falsas oportunidades?
No começo do ano, quem busca regularizar pendências financeiras ou aproveitar programas de renegociação pode ser alvo de propostas falsas de quitação de dívidas, descontos em impostos e promessas de restituições antecipadas. Criminosos criam páginas parecidas com as de órgãos públicos, oferecem acordos muito vantajosos e exigem pagamento imediato por transferência ou PIX para contas de terceiros.
Nessa época também surgem anúncios de falsas vagas de emprego temporário, cursos pagos para garantir vaga e premiações condicionadas a cadastros rápidos. Para avaliar se a proposta é real e proteger dados pessoais sensíveis, é importante adotar alguns cuidados básicos ao lidar com empresas, programas de renegociação e supostas oportunidades:
- Pesquisar o nome da empresa ou do programa de renegociação em sites oficiais e em órgãos de defesa do consumidor.
- Conferir sempre se o endereço do site termina em domínios confiáveis, como .gov.br para serviços públicos.
- Desconfiar de propostas que prometem descontos muito acima dos praticados no mercado, com prazo de pagamento imediato.
- Evitar enviar documentos pessoais sem antes confirmar a legitimidade da instituição que está solicitando.
Quais hábitos ajudam a evitar golpes comuns no começo do ano ao longo de todo o período?
Para reduzir as chances de cair em armadilhas digitais ou presenciais, é útil adotar hábitos permanentes de segurança, especialmente nos primeiros meses do ano. Manter aplicativos atualizados, usar senhas fortes e diferentes para cada serviço e revisar periodicamente extratos bancários e faturas do cartão ajuda a identificar movimentações estranhas com mais rapidez.
Outro ponto relevante é compartilhar informações de segurança com familiares, principalmente pessoas idosas ou quem não tem familiaridade com tecnologia. Ao combinar atenção a boletos e contas, cuidado com ligações e mensagens e verificação de ofertas relacionadas a impostos, dívidas e empregos, esses cuidados tendem a se transformar em rotina e contribuem para um uso mais seguro do dinheiro e dos serviços digitais durante todo o ano.
