O lançamento de Peaky Blinders: O Homem Imortal marca uma nova etapa para a franquia criada por Steven Knight, agora levando a história do clã Shelby ao cinema pela Netflix em 20 de março de 2026, ao acompanhar Thomas Shelby em ruptura, forçado a retornar do isolamento para lidar com seu passado, sua família e um cenário político em plena turbulência na Inglaterra de 1940.
O que o filme Peaky Blinders: O Homem Imortal representa para a saga Shelby?
Em O Homem Imortal, o foco recai sobre o legado de Thomas Shelby e o impacto de decisões acumuladas desde o pós-Primeira Guerra, com o protagonista em suspenso entre a vida e a morte, assombrado por perdas pessoais.
Enquanto o patriarca tenta se afastar do submundo, Birmingham presencia a ascensão de uma nova geração de criminosos. O filho ilegítimo, Duke Shelby, assume um papel de comando com métodos brutais, e Ada Shelby o alerta de que seu afastamento distorce tudo o que construiu, tornando o retorno de Thomas uma necessidade estratégica.
Como Peaky Blinders: O Homem Imortal retrata guerra, política e crime?
A ambientação em 1940 reforça um traço constante da franquia: o diálogo entre crime organizado e contexto político. A Inglaterra em plena Segunda Guerra Mundial é mostrada sob bombardeios, incertezas e disputas ideológicas, com o cotidiano da população entre abrigos antiaéreos, racionamento e medo generalizado.
Nesse cenário, Beckett, vivido por Tim Roth, simboliza a penetração de ideias fascistas em setores britânicos, explorando tensões de classe. O antagonista colide com o passado de Thomas, que já enfrentara tendências autoritárias, e o obriga a decidir se permanecerá distante ou retomará o combate a essa ideologia.
- A Segunda Guerra funcionando como pano de fundo dos conflitos pessoais;
- A infiltração do fascismo em contextos urbanos britânicos e industriais;
- A relação entre poder político, crime e controle territorial em Birmingham.
Quem são os novos personagens do filme Peaky Blinders: O Homem Imortal?
Além do retorno de rostos conhecidos, o filme amplia o universo de Peaky Blinders com novos personagens que tensionam o caminho de Thomas Shelby. Kaulo, interpretada por Rebecca Ferguson, surge como consciência externa quase mística, cobrando do protagonista uma prestação de contas pelo abandono de seu “reino”.
Já Duke Shelby consolida a transição geracional da organização criminosa, mais impulsivo e alheio a consequências de longo prazo. Ada Shelby atua como ponte entre passado e futuro, tentando impedir que o sobrenome Shelby se torne sinônimo apenas de destruição e de uma nova era de violência descontrolada.
- Kaulo questiona o afastamento de Thomas e seu papel na desordem atual;
- Duke representa o risco de uma nova era de violência sem freios;
- Ada tenta preservar a família e evitar o colapso total do legado Shelby.
Como será o futuro de Peaky Blinders na Netflix após o filme?
Embora Peaky Blinders: O Homem Imortal encerre a linha narrativa principal centrada em Thomas Shelby, a franquia não termina com esse longa. Netflix e BBC confirmaram uma nova série derivada, focada na geração seguinte dos Shelbys, ambientada em 1953, em uma Grã-Bretanha em reconstrução e em transformação social.
Estão previstas duas temporadas com seis episódios cada, exibidas pela BBC One no Reino Unido e pela Netflix globalmente. O foco migra do gângster veterano para herdeiros formados em um mundo moldado pela família, abordando continuidade do crime organizado, novas formas de poder e mudanças econômicas e culturais do pós-guerra.
