Em abril de 2025, pesquisadores anunciaram a descoberta do fóssil da formiga mais antiga do mundo no nordeste do Brasil. Com impressionantes 113 milhões de anos, esse fóssil pertence à subfamília extinta Haidomyrmecinae, também conhecida como “formigas infernais”, devido às suas mandíbulas em forma de foice e comportamento predatório.
Um achado inusitado: fóssil em pedra calcária
Diferentemente de descobertas anteriores, que geralmente ocorrem em âmbar, este fóssil foi encontrado em pedra calcária. Essa peculiaridade proporciona uma nova perspectiva sobre a evolução e distribuição geográfica das formigas durante o período Cretáceo. A excelente preservação do espécime permitiu análises detalhadas de suas estruturas anatômicas.
O que essa descoberta revela?
A análise do fóssil indica que as formigas já apresentavam adaptações anatômicas complexas em estágios evolutivos iniciais. As mandíbulas projetadas para frente, paralelas à cabeça, são características distintas em comparação com as formigas modernas. Essa descoberta sugere que a diversificação e especialização desses insetos ocorreram muito antes do que se pensava anteriormente.

Curiosidades sobre as formigas infernais
- Mandíbulas Únicas: As mandíbulas em forma de foice eram utilizadas para capturar e imobilizar presas de forma eficiente.
- Comportamento Predatório: Essas formigas provavelmente eram caçadoras ativas, diferindo do comportamento de muitas espécies modernas.
- Distribuição Geográfica: A presença desse fóssil no Brasil indica que as formigas infernais tinham uma distribuição mais ampla do que se imaginava.
A descoberta do fóssil da formiga mais antiga do mundo no Brasil não apenas amplia nosso conhecimento sobre a evolução desses insetos, mas também destaca a importância das formações geológicas brasileiras na paleontologia. Essa formiga pré-histórica oferece uma visão única sobre a biodiversidade e os ecossistemas do passado, enriquecendo nossa compreensão da história natural.
