O Bolsa Família inicia 2026 em um cenário de retomada no número de beneficiários, depois de meses de enxugamento em 2025. Em fevereiro, o programa registra 18,84 milhões de famílias atendidas, um aumento de 132 mil em relação a dezembro, movimento ligado à virada do ano, à recomposição orçamentária e ao foco em públicos mais vulneráveis.
Como funciona o Bolsa Família atualmente?
O Bolsa Família é um programa federal de transferência de renda voltado a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. O modelo combina um benefício básico de R$ 600 por família com parcelas extras destinadas a determinados grupos, como crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes.
Em fevereiro de 2026, o benefício médio de aproximadamente R$ 690 reflete a presença significativa desses adicionais na folha de pagamento. Para receber o benefício, é preciso estar inscrito no Cadastro Único, atender aos critérios de renda e manter dados atualizados, além de cumprir condicionalidades de educação e saúde.
Por que o número de beneficiários voltou a crescer em 2026?
O aumento de 132 mil famílias em fevereiro, frente a dezembro, está diretamente relacionado ao novo ciclo orçamentário de 2026. Com a aprovação do Orçamento da União, o governo recompôs a base de beneficiários e ampliou a cobertura do programa, após cortes motivados pela limitação de recursos em 2025.
O Bolsa Família vinha de forte expansão desde 2022, quando o número de famílias atendidas cresceu de forma expressiva em relação a 2019. A gestão do programa responde tanto às condições fiscais quanto às prioridades sociais, alternando períodos de revisão de cadastros e de ampliação de novas entradas.

Qual é o impacto fiscal do Bolsa Família em 2026?
Em fevereiro de 2026, o Bolsa Família deve consumir cerca de R$ 13 bilhões do Orçamento da União, mantendo-se entre as maiores despesas sociais diretas do governo. Em junho de 2023, o gasto mensal chegou a aproximadamente R$ 15 bilhões, um dos pontos mais altos da série recente, o que ilustra o peso do programa nas contas públicas.
Esse custo é influenciado por diferentes fatores que ajudam a explicar a dinâmica fiscal do programa ao longo do tempo. Entre os principais elementos que moldam a despesa total do Bolsa Família estão:
- Quantidade de famílias atendidas – quanto maior o público, maior a necessidade de recursos;
- Valor médio do benefício – a combinação entre o piso de R$ 600 e adicionais eleva a despesa por família;
- Regras de elegibilidade – critérios mais amplos ou mais restritos alteram o total de pessoas contempladas.
Quais são as tendências para o Bolsa Família nos próximos meses?
A trajetória do Bolsa Família em 2026 depende da combinação entre espaço fiscal e evolução dos indicadores sociais, como renda média, desemprego e inflação. O cenário político e o debate sobre responsabilidade fiscal também influenciam decisões sobre expansão, manutenção ou contenção das despesas com transferência de renda.
Especialistas e gestores públicos acompanham pontos como a estabilidade do número de beneficiários, a manutenção do valor base de R$ 600, eventuais ajustes nos adicionais e a integração com outras políticas. O aprimoramento do cadastro e a focalização nas famílias mais vulneráveis seguem centrais para o papel do programa no combate à pobreza.
