O início dos pagamentos do INSS em 2026 marca uma nova fase para aposentados, pensionistas e demais beneficiários da Previdência Social, com impactos diretos no orçamento de milhões de famílias brasileiras. A partir de 26 de janeiro, os depósitos passam a ser feitos já com o novo valor do salário mínimo, que sobe para R$ 1.621, com reajustes definidos tanto para quem recebe o piso quanto para quem ganha acima dele, tornando a organização desse calendário e dos novos valores fundamental para o planejamento financeiro ao longo do ano.
Como funciona o calendário de pagamentos do INSS em 2026?
O calendário INSS 2026 segue a prática adotada em anos anteriores, em que as datas são organizadas conforme o número final do benefício, sem considerar o dígito verificador. Para quem ganha até um salário mínimo, os pagamentos de janeiro começam em 26/01 e avançam até o início de fevereiro, respeitando a sequência dos finais de 1 a 0 e mantendo um fluxo regular ao longo dos meses.
No caso de benefícios acima do salário mínimo, o esquema é semelhante, mas com agrupamento de finais: 1 e 6 recebem nas mesmas datas, assim como 2 e 7, 3 e 8, 4 e 9, e 5 e 0. Em dezembro, por exemplo, parte dos depósitos de 2026 é concluída já no início de janeiro de 2027, garantindo continuidade no fluxo de pagamentos e facilitando o acompanhamento anual por cada segurado.

Qual é o impacto do novo salário mínimo nos benefícios do INSS?
A palavra-chave central nesse cenário é INSS 2026, já que todo o conjunto de mudanças se concentra nesse ano-base. O piso previdenciário passa a ser de R$ 1.621, o mesmo valor do salário mínimo vigente a partir de 1º de janeiro de 2026, com índice aplicado de 6,79%, caracterizando ganho real para quem recebe o valor mínimo de aposentadorias, pensões e auxílios.
Esse novo piso não beneficia apenas aposentados e pensionistas, pois diversos benefícios vinculados ao salário mínimo também são atualizados. Em todos esses casos, o valor pago mensalmente não pode ser inferior ao mínimo em vigor, mantendo a vinculação histórica entre o piso previdenciário e o salário mínimo nacional.
- Piso previdenciário em 2026: R$ 1.621
- Reajuste aplicado ao mínimo: 6,79%
- Benefícios atrelados ao mínimo: aposentadorias, pensões, auxílios-doença, BPC/Loas, auxílio-reclusão e outras pensões especiais.
Como será o reajuste para quem ganha acima do salário mínimo?
Para quem recebe acima do salário mínimo no INSS 2026, a correção segue o índice de 3,90%, que corresponde à variação do INPC acumulado em 2025. Com isso, o teto dos benefícios sobe de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55, representando o limite máximo que o INSS pode pagar a um segurado dentro das regras atuais.
Entretanto, esse percentual cheio de 3,90% não vale para todos, pois benefícios concedidos ao longo de 2025 recebem reajuste proporcional ao tempo em que foram pagos. Assim, quem começou a receber em meses posteriores tem índices menores, já que não foi impactado pela inflação de todo o ano, alinhando o valor do benefício ao período efetivo de recebimento.
- Até janeiro de 2025: reajuste de 3,90%
- Concessões em março de 2025: 2,38%
- Concessões em maio de 2025: 1,38%
- Concessões em outubro de 2025: 0,27%
- Concessões em dezembro de 2025: 0,21%

Quais benefícios especiais do INSS terão valores atualizados em 2026?
Além das aposentadorias e pensões tradicionais, o calendário INSS 2026 também traz novos valores para benefícios especiais e adicionais. O pagamento a seringueiros e seus dependentes, previsto na Lei 7.986/89, passa a ser de R$ 3.242, e o salário-família é reajustado para R$ 67,54 por cota, desde que a remuneração mensal não ultrapasse R$ 1.980,38.
Há ainda regras específicas para profissionais da pesca amparados pela Lei 1.756/52, com valores calculados em múltiplos do mínimo acrescidos de 20%, variando conforme a função exercida. Outras pensões especiais, como as de pessoas atingidas pela hanseníase em isolamento compulsório e vítimas da síndrome da talidomida, também têm valores corrigidos, assim como a diária de deslocamento para perícias e reabilitação profissional.
Com todas essas mudanças, o INSS 2026 consolida um conjunto amplo de reajustes e datas que afetam tanto quem recebe o piso quanto quem tem benefícios mais altos ou de natureza especial. A consulta ao calendário oficial, ao número final do benefício e à data de início da concessão torna-se essencial para acompanhar corretamente os pagamentos ao longo do ano e entender como cada tipo de reajuste foi aplicado.
