O calendário de pagamentos do INSS em 2026 começa a valer com o salário mínimo reajustado para R$ 1.621, impactando diretamente aposentadorias, pensões e auxílios. Com o novo valor, o piso previdenciário acompanha o salário mínimo nacional e passa a ser referência para diversos benefícios sociais, enquanto os depósitos seguem um cronograma que varia conforme o final do número do benefício.
Como funciona o reajuste do INSS em 2026?
Para quem recebe o piso previdenciário, o aumento foi de 6,79%, acima da inflação, o que caracteriza ganho real em relação ao ano anterior.
Esse mesmo valor de R$ 1.621 também passou a ser utilizado em benefícios como o BPC/Loas, auxílio-reclusão, Renda Mensal Vitalícia e algumas pensões especiais. Já o novo teto previdenciário foi ajustado para R$ 8.475,55, afetando o limite máximo de pagamento em aposentadorias e pensões.
Como é calculado o aumento para quem recebe acima do salário mínimo
Para aposentadorias e pensões acima do salário mínimo, o reajuste é calculado com base apenas na inflação medida pelo INPC. Em 2026, o índice foi de 3,90% para quem já recebia benefício desde janeiro de 2025, refletindo a inflação acumulada no período completo.
Quem passou a receber ao longo de 2025 tem correção proporcional, com percentuais menores quanto mais recente for a data de início do benefício. Essa lógica busca refletir a inflação efetivamente sentida pelo segurado e evitar defasagem em relação ao custo de vida.
Como consultar o calendário de pagamento do INSS em 2026
O calendário de pagamentos do INSS em 2026 continua organizado pelo número final do benefício, desconsiderando o dígito verificador. Para quem ganha até um salário mínimo, as datas começam em 26 de janeiro, referentes ao primeiro depósito com o novo valor de R$ 1.621.
Para conferir as datas com precisão, o segurado pode utilizar canais oficiais do INSS e das instituições financeiras. Entre as principais formas de consulta, destacam-se:
- Aplicativo ou site Meu INSS, na área de extrato de pagamento.
- Central telefônica 135, informando CPF e dados pessoais.
- Agências bancárias onde o benefício é creditado, que costumam divulgar o calendário anual.

Como funciona o cronograma de pagamentos mensais do INSS?
De forma geral, o funcionamento do cronograma segue uma lógica para evitar filas e congestionamentos bancários. Os pagamentos são escalonados conforme o valor do benefício e o final do número do benefício, variando ao longo do mês.
- Benefícios de até um salário mínimo: pagamentos distribuídos nos últimos dias úteis de cada mês.
- Benefícios acima do mínimo: depósitos entre o primeiro e o nono dia útil, conforme o final do benefício.
- Datas diferentes para cada final (0 a 9), garantindo organização no fluxo de pagamentos.
Como é aplicado o reajuste escalonado para benefícios acima do mínimo?
No caso de benefícios que superam o salário mínimo, o reajuste INSS 2026 segue uma tabela escalonada. Quem já recebia desde janeiro ou fevereiro de 2025 tem correção de 3,90%, enquanto benefícios concedidos depois recebem índices proporcionais ao tempo de pagamento.
A partir de março, os índices passam a ser proporcionais, como por exemplo 2,38% para início em março, 1,86% para abril, 1,38% para maio, chegando a 0,21% para benefícios concedidos em dezembro de 2025. O novo teto previdenciário de R$ 8.475,55 serve como limite para aposentadorias, pensões e alguns auxílios de maior valor.
Quais outros benefícios são afetados pelo reajuste do INSS em 2026?
O aumento do salário mínimo e a atualização pelo INPC também repercutem em outros pagamentos administrados pelo INSS ou atrelados à legislação previdenciária. Diversos benefícios especiais, auxílios e pensões específicas passam a ter novos valores de referência.
- Benefício a seringueiros e dependentes (Lei 7.986/89), que passa para R$ 3.242.
- Salário-família, com cota de R$ 67,54 para quem tem remuneração mensal de até R$ 1.980,38.
- Benefícios a pescadores amparados pela Lei 1.756/1952, calculados sobre múltiplos de R$ 1.621 acrescidos de 20%, variando conforme a função.
- Pensão especial a pessoas com hanseníase submetidas a isolamento compulsório, que passa para R$ 2.190,53.
- Pensão especial às vítimas da síndrome da talidomida, calculada com base no valor de R$ 1.633,10 multiplicado pelo número de pontos do grau de dependência.
- Diária para deslocamento a exame pericial ou reabilitação profissional, que sobe para R$ 141,63.
Esse conjunto de ajustes mostra que o reajuste INSS 2026 não se limita às aposentadorias tradicionais, mas alcança diferentes grupos protegidos pela seguridade social, exigindo atenção para o planejamento do orçamento mensal.
