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Quais são os carros mais econômicos do Brasil em cada categoria

Fiat Pulse - Divulgação: Fiat

Fiat Pulse - Divulgação: Fiat

O mercado automotivo brasileiro entra em 2026 com forte pressão por eficiência energética e redução de emissões. A nova tabela do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, passa a refletir não só o consumo de combustível, mas também a adaptação das montadoras às normas mais rígidas do Proconve L8, destacando modelos de diferentes tipos de propulsão como os carros mais econômicos do país.

Carros mais econômicos ganham relevância no novo cenário de eficiência

O Inmetro passou a atuar como referência para quem busca entender quais veículos entregam menor gasto de energia por quilômetro, seja em motores a combustão, híbridos ou 100% elétricos.

Essa avaliação é feita em megajoules por quilômetro (MJ/km), medida que considera a energia efetivamente utilizada para movimentar o veículo. Entre os modelos a combustão, o Chevrolet Onix 1.0 se destaca com projeto refinado de motor e câmbio, provando que ainda é possível obter bons resultados sem eletrificação.

Chevrolet Onix - Wikimedia Commons
Chevrolet Onix – Wikimedia Commons

Quais são os carros mais econômicos entre elétricos e híbridos

Entre os elétricos, BYD Dolphin Mini e Geely EX2 aparecem lado a lado na tabela do Inmetro, ambos com eficiência de 0,39 MJ/km. Embora tenham propostas técnicas diferentes, compartilham foco em baixo consumo de energia e boa autonomia para uso urbano e rodoviário.

BYD Dolphin Mini - Divulgação: BYD
BYD Dolphin Mini – Divulgação: BYD

No campo dos híbridos plenos (HEV), Honda Civic, Kia Niro e Hyundai Kona dividem o protagonismo com índice de 1,21 MJ/km. Cada um explora uma lógica de funcionamento diferente, mas todos priorizam o uso intenso do motor elétrico para reduzir o esforço do motor a combustão e otimizar a eficiência.

Como se destacam os carros mais econômicos entre elétricos e híbridos

O BYD Dolphin Mini traz motor dianteiro de 75 cv, bateria Blade de 30,08 kWh e autonomia oficial de até 250 km, podendo chegar a 280 km na versão com bateria maior. Já o Geely EX2 aposta em tração traseira, motor de 116 cv e bateria de 39,4 kWh, alcançando até 289 km de autonomia no ciclo Inmetro.

Entre os híbridos, Niro e Kona compartilham a plataforma K3 e o conjunto híbrido Smartstream G4LL, com motor 1.6 aspirado de injeção direta combinado a motor elétrico de 57 cv e bateria de 1,32 kWh. O Honda Civic e:HEV utiliza motor 2.0 ciclo Atkinson e dois motores elétricos, priorizando o uso elétrico em diversas situações para garantir boa eficiência.

Honda Civic Híbrido - Divulgação: Honda
Honda Civic Híbrido – Divulgação: Honda

Híbridos plug-in e híbridos-leves entre os carros mais econômicos

Entre os híbridos plug-in (PHEV), o BYD King GS aparece como o modelo mais eficiente do país em 2026, com 0,49 MJ/km. A possibilidade de rodar longas distâncias em modo totalmente elétrico, graças à recarga na tomada, é o principal diferencial desse tipo de sistema.

BYD King GS - Divulgação: BYD
BYD King GS – Divulgação: BYD

No universo dos híbridos-leves (MHEV), o destaque é o Fiat Pulse, que utiliza uma bateria pequena apenas como apoio ao motor a combustão. Mesmo sem tracionar diretamente as rodas, o sistema auxilia em arrancadas e retomadas, resultando em médias de consumo competitivas na cidade e na estrada.

O que considerar ao analisar os carros mais econômicos do Brasil

A lista dos carros mais econômicos do Brasil em 2025 mostra que a eficiência não depende apenas do tipo de combustível ou da presença de um motor elétrico. Projeto de carroceria, aerodinâmica, calibração de motor e câmbio e até o peso do veículo influenciam diretamente nos índices de MJ/km.

Além do desempenho energético, é essencial que o consumidor avalie o tipo de uso, custos de propriedade e infraestrutura disponível. Abaixo, alguns pontos ajudam a comparar as diferentes categorias de propulsão de forma prática:

  • Modelos a combustão tendem a ter custo inicial menor e manutenção mais simples.
  • Elétricos puros reduzem emissões locais e custos com combustível, mas exigem infraestrutura de recarga.
  • Híbridos plenos equilibram consumo em trajetos urbanos e rodoviários, com uso intenso do motor elétrico.
  • Plug-in híbridos oferecem maior autonomia em modo elétrico, porém dependem de recarga constante para máxima eficiência.
  • Híbridos-leves melhoram consumo com mudanças mínimas na estrutura do veículo.

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